Quem está por trás do MUNDOS POSSÍVEIS
Tenho 26 anos, sou de São Paulo e sou engenheiro mecatrônico. Também fiz o curso técnico em Mecatrônica em uma Etec na Zona Norte da cidade. Foi em São Paulo que construí boa parte da minha trajetória acadêmica e profissional na engenharia, com experiências que carrego comigo até hoje.
Em São Paulo, eu já tinha uma vida estabelecida: casa, trabalho e um cotidiano que conhecia bem. Mas chegou um momento em que senti vontade de construir uma vida diferente. Queria conhecer outras pessoas, experimentar outro ritmo e ter espaço para fazer novas escolhas. Foi uma decisão muito pessoal, que envolvia bem mais do que o próximo passo na minha formação.
Eu poderia ter feito um mestrado em São Paulo. Tive excelentes experiências estudando ali e reconheço o quanto elas contribuíram para quem sou. Mas comecei a me perguntar: por que não aproveitar esse momento para viver uma experiência em outro país? Foi assim que o mestrado em Eletrotécnica, com ênfase em radiofrequência, se encontrou com a minha vontade de recomeçar em Portugal.
Na mudança, trouxe meus equipamentos de fotografia e de engenharia. Eles fizeram parte da bagagem junto com tudo o que aprendi e vivi no Brasil. Queria ter comigo as ferramentas para colocar ideias em prática e começar a construir essa nova etapa.
Meu recomeço tinha uma história, conhecimentos e coisas que eu fazia questão de trazer. É nesse encontro entre o que já construí e o que ainda quero viver que me reconheço no Mundos Possíveis.
Marceline Bebici
Tenho 45 anos e estou cursando minha primeira graduação. Sou estudante do 1º ciclo de Ciências Econômicas na Universidade do Algarve, em Portugal.
A escolha pela Economia nasceu do interesse por uma área que articula duas dimensões que sempre fizeram parte da minha forma de pensar: as ciências exatas, com sua lógica e capacidade analítica, e as ciências humanas, que permitem compreender pessoas, sociedades e as estruturas que organizam a vida econômica.
Antes de chegar à universidade, construi no Brasil uma trajetória profissional como empresária, acumulando experiência em gestão, tomada de decisões e desenvolvimento de negócios. A graduação representa, portanto, não um ponto de partida, mas uma nova etapa: a oportunidade de transformar experiência prática em conhecimento acadêmico e ampliar seu repertório para os desafios profissionais que ainda pretendo enfrentar.
Sou curiosa e atenta às transformações do nosso tempo, mantenho uma relação inquieta com o aprendizado e com o mundo à minha volta. Gosto de compreender o que está por trás das mudanças de comportamento, das novas tecnologias, das relações de trabalho e das diferentes formas de viver e construir uma vida profissional. Para mim, experiência também significa estar disposta a sair do conhecido, experimentar novos caminhos e encarar as aventuras que surgem quando se decide não viver segundo um roteiro previamente estabelecido.
Foi essa disposição que me levou, aos 45 anos, a atravessar o Atlântico para recomeçar uma etapa acadêmica em outro país. E é também ela que sustenta a ideia por trás do Mundos Possíveis: a convicção de que uma trajetória não precisa ser linear para ser consistente, e de que sempre pode haver mais de um caminho possível.
Vitor Freire
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